O ESGUICHO

que faz um esguicho? esguicha!

28 novembro, 2006

Shalom

Segundo a FAO, as perdas para a agricultura, pescas e florestas libanesas atingem os 280 milhões de dolares.



Seguindo as mais recentes teorias económicas dá vontade de perguntar: o que é feito da filosofia do agressor-pagador?!
Mais informações aqui.

22 novembro, 2006

Desumano

Ora...
Cá vai o primeiro post do estagiário... E começo com um de cariz mais sério, para mais tarde ficará a brincadeira...
Não sei se já algumém viu este video, mas ca vai: www.glumbert.com/media/dolphin
Como diria um qualquer pivot num qualquer noticiário: ete video pode ferir susceptibilidades...

Agora digo eu: não seria justo entrar por ali adentro algum Super Flocos de Neve, cheio de dióxido de titânio, e limpar-lhes o sebo?

Acabo como o sr. Luis Filipe Veira: "hum hum hum" ?

20 novembro, 2006

Ratos e Ratoeiras


Após uma pequena reflexão, uma sensação de crescente indignação e consternação envolveu a minha capacidade cognitiva, resultando numa espécie de revelação metafísica.

Esta revelação está relacionada com as ratoeiras, pequeno e quase discreto aparelho, destinado à captura dos pequenos mamíferos roedores, vulgarmente conhecidos como ratos. De facto, existe uma função maior e mais relevante, e no entanto, menos óbvia, destes mecanismos, e que está relacionada com uma atitude tão característica da espécie humana em geral, e da subespécie portuguesa, em particular. Sim, uma ratoeira é o prototipo mecânico, movido por uma mola, da desresponsabilização, da efectiva incapacidade de assumir os problemas. De facto, com este aparelho, o culpado é tão somente o rato, pois carrega dois factores de culpabilização: 1º- entrou na nossa casa, invadindo o nosso território; 2º - ninguém o obriga a enfiar a cabeça no buraco da ratoeira. Sim, uma ratoeira é nada mais nada menos que o arquétipo da inoperabilidade da sociedade actual: ao invés de se partir para a caça ao perigoso Mus sp., deixamos a sua captura entregue à roleta russa que é uma ratoeira, deixando neste caso a lei das probabilidades actuar a nosso favor.

No fundo, a nossa vida é como uma caça ao rato, montamos uma armadilha, à espera que lá caia a nossa presa, ao invés de pegarmos numa vassoura, e espatifarmos a cabeça do patife que anda a roubar o nosso queijo...

17 novembro, 2006

informação de inutilidade pública

aviso

informam-se todos os desinteresados que os famosos rebuçados "floco de neve", brancos por dentro e vermelhos por fora, contêm dióxido de titânio. esta informação foi inicialmente divulgada por Nuno Markl, por diversas vezes, mas convém que continue a ser divulgada: se continuarmos a comer flocos de neve, ficamos com superpoderes, pois como todos sabemos o titânio é uma cena rija com'ó catano.

14 novembro, 2006

STAR TREK - EXPLORANDO OS LIMITES DAS ÁGUAS BALNEARES

Diário de bordo:
"Quando aqui cheguei já tinha estado em outros lugares. Aliás, na companhia de Monsieur de Lapalisse.
Em deambulações por várias galáxias, tive ou foram-me transmitidas muitas ideias genialmente improdutivas.
Considerei muitas delas excessivas e selenitas, frequentemente contra-natura e atentatórias das morais, das praxes e dos costumes. Objectivamente, a maioria dessas "criações" não passaram de devaneios insignificantes, ou especulações livres mais ou menos elaboradas mas que não mereceram a pena de serem guardadas em memória.
Essas filosofias por não o serem, nunca sequer granjearam conhecer os contornos da palavra escrita, nem o significado concreto da superfície de uma folha de papel, mesmo que re-utilizado e reciclado, nem nunca lograram ficar cristalizadas em película de filme ou pixéis digitais.
Raras são as almas sensíveis e capacitadas para a criação com arte. Mais raros são aqueles capacitados com a colossal força que a arte exige para que se materialize. A arte é a metamorfose da ténue chispa em sol radiante. A arte consome e esgota aqueles que são capazes e habilitados para a sofrer. O mesmo acontece, também, com o prazer. 0
A arte verdadeira e o prazer caminham juntos e nunca contêm facilidades.
Foi precisamente essa ausência de facilidade, esse peso e imenso poder, o arrebatamento e furor da criação artística pura e dura que me atingiu em cheio quando vi a obra.
Uma obra-prima! (VER FOTO insignificante mas elucidativa ):
Atentai na complexíssima simplicidade do texto esculpido sobre duas portas castanhas, e sob protecção de um beirado de telha simples em representação dos limites da protecção divina, o sublime contraste do negro das linhas simples com o fundo claro - a natureza, a perfeita centralidade da mensagem, a dualidade nas portas recuadas em madeira, orgânicas misteriosas e fechadas (o que haverá para além delas?), o verniz que estala retratando a ruptura com as convenções, os reflexos do céu (o imaterial/ o sagrado) no chão (o concreto imediato), os odores que se prenunciam no conjunto pictórico.
Esta obra é, sob uma perspectiva dietista-espitritual, tal e qual como um alimento completo.
Uma criação desta magnitude não acontece todos os dias. É algo verdadeiro e revolucionário que nos faz transcender.
O plural de balneário não é fácil.
Beam me up Mr Spock!"

06 novembro, 2006

Quem avisa ...

Relativamente à perda de biodiversidade nos oceanos, queria relembrar que esta problemática já tinha sido equacionada por Einstein!

Por essa altura, Einstein, já tinha descoberto um dos culpados!


O obscuro “Capitão Iglo”!

Que, inexplicavelmente, anda por estes mares fora, num veleiro cheio de menores de idade e a fritar douradinhos!

Onde é que andam os pais? Terem sido estas crianças adoptadas pelo Iglo!

Muitas dúvidas se levantam uma vez que, à semelhança do pescado selvagem, quase que não há já crianças no mundo para adopção, desde que a Angelina Jolie e a Madonna se puseram a adoptar crianças!

Onde é que o velho as arranjou??????

E que raio de peixe é um douradinho? Será uma dourada de pequenas dimensões?

Não sei não! Mas prefiro um fardo de estupefacientes na costa portuguesa a um douradinho à minha mesa!


Quanto ao catastrófico e grotesco que é a situação dos nosso mares, eis o que ocorrerá num futuro próximo!

Como é que teremos, no futuro, um filme de terror decente se os figurantes terão de se lançar num tanque 10x20 metros para serem degustados por um Carcharodon carcharias!
Como é que os guionistas arranjarão uma história verosímil para justificar a constante entrada de personagens num tanque letal, quando outras personagens já foram mortas?
Será do tipo:

- Olha Mary! O vizinho acabou de ser devorado neste tanque de aquacultura, por um tubarão! Deixa-me mergulhar para lhe fanar a carteira!

AAAAAAAAAARRRRRRRRRRRRRhhhhhhhhhh!!

- Oh! John! Acabaste de ser devorado por um tubarão! Deixa-me ir ai dentro para te ajeitar a camisa para o Billy Bob não te ver todo desfraldado!

AAAAAAAAAARRRRRRRRRRRRRRhhhhhhhhhh!!

Etc, etc….
Estamos tramados!!

04 novembro, 2006

Pescado selvagem pode desaparecer dos oceanos até 2050

Será que num futuro próximo todo o peixe consumido pelo homem terá de ser produzido em explorações de aquacultura e não capturado no meio selvagem?
Este é um cenário provável, mas ainda reversível, segundo as conclusões de um estudo feito por um grupo internacional de ecologistas e economistas, publicado hoje na revista "Science".
A perda de biodiversidade marinha está a reduzir progressivamente a capacidade do oceano de fornecer alimentos, manter a qualidade da água e recuperar de perturbações. Os resultados revelam uma tendência global que reflecte algo que os cientistas já tinham observado em escalas mais pequenas.

"Quando perdemos espécies, perdemos a produtividade e estabilidade de ecossistemas inteiros. Fiquei chocado e perturbado pela consistência que estas tendências têm - para além de tudo o que suspeitávamos", diz Boris Worm da Universidade de Dalhousie, Canadá, primeiro autor do artigo. As alterações na biodiversidade marinha são causadas directamente pela exploração, poluição e destruição de habitats e, indirectamente, por perturbações relacionadas com alterações climáticas. Os dados demonstram que os ecossistemas oceânicos ainda têm uma grande capacidade de recuperação, mas as projecções publicadas na Science prevêem o colapso de todas as espécies de pescado selvagem até 2050. Colapso é por definição o desaparecimento de 90 por cento da população da espécie. "A não ser que alteremos profundamente o modo como gerimos todas as espécies oceânicas, como um ecossistema funcional, este será o último século de pescado selvagem", afirma Steve Palumbi, da Universidade de Standford, co-autor do artigo. Mas os impactos vão para além do declínio no pescado: à medida que os ecossistemas costeiros vão ficando desprovidos, tornam-se mais vulneráveis a espécies invasivas, a doenças e a surtos de algas nocivas, que podem ter riscos para a saúde humana.
"O oceano faz muita reciclagem", explica Palumbi, "Pega no esgoto e recicla-o em nutrientes, remove as toxinas da água, produz alimentos e transforma dióxido de carbono em alimentos e oxigénio." Mas, para desempenhar estas funções, o oceano precisa de todas as suas peças a funcionar, os milhões de plantas e animais que habitam o mar.
O estudo tem quatro componentes. Primeiro, os autores fizeram a análise de dados publicados na literatura, referentes a 32 pequenas experiências controladas, para analisar os efeitos da variação da biodiversidade marinha a uma escala local. Depois, procuraram seguir as alterações na variedade das espécies ao longo de um período de 1000 anos, em 12 regiões costeiras, recorrendo a arquivos, registos de pesca, sedimentos e dados arqueológicos. Em seguida, compilaram dados de capturas de pescado de 64 grandes ecossistemas marinhos para avaliar os efeitos da perda de espécies em larga escala nas actividades relacionadas com a pesca. Finalmente, investigaram a recuperação da biodiversidade em 48 zonas marinhas protegidas.
Os autores sugerem que a restauração da biodiversidade marinha através de uma gestão de pesca sustentável, controlo de poluição, manutenção dos habitats essenciais e criação de reservas marinhas, é um investimento na produtividade e fiabilidade dos bens e serviços que o oceano presta à humanidade. E que a manutenção do estado actual das coisas representa ameaças sérias à segurança alimentar a nível global, à qualidade das águas costeiras e à estabilidade dos ecossistemas para a actual e futuras gerações. "Se a biodiversidade continuar em declínio, o ambiente marinho não será capaz de sustentar o nosso modo de vida. De facto pode não ser capaz de sustentar a nossa vida de todo", alerta o co-autor Nicola Beaument, do Laboratório Marinho de Plymouth, Reino Unido.

fonte: Público